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| Tô voltando pro blog. Não me deixem. |
Sempre foi mais ''fácil'' falar sobre o que passa aqui
dentro em primeira pessoa. Nunca me reprimi neste sentido e não pretendo fazer
isso tão cedo. Nem que seja tarde, resistirei ao anseio de me perder aqui por dentro.
Eu me escancaro mesmo. Apesar de que, no fundo, sinto que
isso pode me prejudicar. Exponho-me. Dilato meu ser até o último e
insignificante poro. Sou muito assim, isso que mostro sem receio de aparentar
um perfil, assustadoramente, ridículo. Talvez possa até parecer um ato de explícito egoísmo falar
tanto de mim, mas como já repeti, incansavelmente, em inúmeros outros textos do
tipo, falo de mim, porque de mim, eu sei e, ainda sim, aprendo todo o dia.
Mas sabe, eu me sinto bem. Eu me sinto. Toco-me por dentro.
Chafurdo nas minhas entranhas em busca de algo que faça sentido. Vivo por aí
querendo fazer sentido, mas a verdade, a mais sincera e ferrenha verdade, é que eu não preciso fazer sentido algum.
Estou bem por aqui. Estou seguindo. Estou sorrindo com mais
frequência. Falando com os outros com mais tranquilidade, como se a proximidade
alheia não me demandasse profundo esforço. Estou crescendo pelas minhas
próprias pernas. E as coisas estão fluindo bem. Vou lidando melhor comigo e, consequentemente, com o que e quem me cerca.
Estou melhorando. Manhã após manhã. Ainda dormindo mal. Ainda comendo mal. Numa vida nada saudável,
mas não nada diferente do normal. Não, espera aí, tem sim, alguma coisa
diferente. Talvez eu esteja amadurecendo. Virando adulta aos pouquinhos.
Reafirmando minha força de mulher, sem largar meus sentimentos aguçados de
menina. Aquela mesma menina que nunca esqueceu de escorrer lágrimas ao dedilhar palavras com toda a
intensidade do ser. Não por tristeza, mas talvez porque minha alma-poesia não me
engana.

