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Um salto no abismo de Sofia.

domingo, 18 de dezembro de 2011



Em uma tarde ensolarada, Sofia se preparava para dar um grande passo em sua vida. Tudo estava prestes a mudar. Assustadora seria tamanha revolução. A rotina, antes tão pacata e simples, seria completamente deixada para trás. A garota do interior daria lugar à mulher moderna e independente da capital. Um tipo de mulher, que ela jamais ousou ser, enquanto estava presa a um lugar que nunca poderia lhe proporcionar as chances que ela tanto almejava.

Sofia estava nervosa, ansiosa, com medo. Seu coração batia no ritmo das novidades que lhe aguardavam. Tinha plena consciência, de que a partir do momento em que ultrapasse as fronteiras de sua antiga cidade, as portas de um mundo enriquecedor, iriam se abrir. Ela não poderia deixar tal chance escapar. Deixar-se aprender coisas novas, era seu grande objetivo. Era chegada à hora de tomar seu próprio rumo e seguir o destino que havia sido traçado para ela, pela ação de forças superiores e principalmente, por suas complicadas, mas, coerentes escolhas.

Não foram nada fáceis, os anos que passou ali. Ela estudou, se dedicou. Foi tachada como diferente, esquisita, estranha. Foi bebê e menina. Agora, uma quase mulher, compreendeu que as decisões dolorosas, que tornam as pessoas, seres bem melhores. Quanto mais dor a saudade causar, mais os sorrisos serão autênticos.

Uma das realizações ocorridas na cidade de interior, que Sofia não poderá esquecer tão cedo, se trata do lindo presente que ela ganhou do destino. Ele atende pelo nome de Diego. Os dois se apaixonaram na escola e depois disso, não se largaram mais. Ele a amava tanto, que seria capaz até mesmo, de mudar de cidade, apenas para vê-la. E foi o que ele fez. Depois de muitas conversas com familiares, Diego também iria seguir um desconhecido caminho. Tudo por Sofia.

Retornando a despedida, enquanto seu namorado dirigia o carro em direção a uma nova vida, Sofia, pensativa como sempre, relembrava cada história que viveu naquele lugar. Sentou-se no banco de trás, pois estava tão repleta por vários sentimentos tão misturados, que queria mais espaço e assim não teria que chorar copiosamente, na frente de Diego.

No tempo que ela passou morando lá, apesar de reclamar mais do que elogiar sua cidade, nutria profunda admiração pelo chão que a viu crescer e se tornar esta mulher, que agora vai ao encontro de seus mais verdadeiros sonhos. Um salto diante de abismo. Um aventura a ser enfrentada.

Pelo seu rosto jovem, escorriam lágrimas sinceras, de uma saudade recente. À medida, que o carro avançava, Sofia recordava as experiências que presenciou em cada canto da calma cidade de interior. E com as memórias, vinham sentimentos de abandono, perda, vazio, que tomavam conta de seu peito. Os olhos eram lagos. Sofia era a fonte do amor à sua terra. Lembranças para sempre em seu coração.




31ª Edição Imagem - Projeto Suas Palavras

25 DE NOVEMBRO: Dia Internacional de COMBATE E LUTA à Violência Contra as Mulheres!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011



 Entendendo a história:

''Neste dia nos recordamos da tragédia que ocorreu em 25 de novembro de 1960, em memória das valentes irmãs mártires que arriscaram suas vidas, na República Dominicana e as ofereceram efetivamente pela causa da mulher e da liberdade.

As irmãs Mirabal cresceram em uma zona rural, no município de Salcedo (hoje província). Quando Trujillo chegou ao poder, a família das irmãs perdeu a casa e todo o seu dinheiro. As irmãs acreditavam que Trujillo levaria o país ao caos econômico e, então, formaram um grupo de oposição ao regime se tornando conhecidas como "Las Mariposas" ( As Borboletas ).


Nas veias das mulheres, a poesia sempre movimentou a Luta. A luta é feminina por excelência. A alma das mulheres sempre acalentou todos os sonhos de liberdade. Las Mariposas, como eram conhecidas as irmãs Mirabal – Patria, Minerva e Maria Teresa – foram brutalmente assassinadas pelo ditador Trujillo em 25 de novembro de 1960 na República Dominicana. Neste dia, as três irmãs regressavam de Puerto Plata, o­nde seus maridos se encontravam presos. Elas foram detidas na estrada e foram assassinadas por agentes do governo militar. A ditadura tirânica simulou um acidente. Minerva e Maria Teresa foram presas por diversas vezes no período de 1949 a 1960. Minerva usava o codinome “Mariposa” no exercício de sua militância política clandestina. Este horroroso assassinato produziu o rechaço geral da comunidade nacional e internacional em relação ao governo dominicano, e acelerou a queda do ditador Rafael Leônidas Trujillo.


Em 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que 25 de novembro é o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, em homenagem ao sacrifício de Las Mariposas.
Em 1995, a escritora dominicana Julia Álvarez publicou o livro No Tempo das Borboletas, baseada na vida de Las Mariposas, e que em 2001 se tornou um filme. A sua história é também recordada no livro A Festa do Chibo, do peruano Mario Vargas Llosa.''

 (Fonte)



''Na esfera jurídica, violência significa uma espécie de coação, ou forma de constrangimento, posto em prática para vencer a capacidade de resistência de outrem, ou a levar a executá-lo, mesmo contra a sua vontade. É igualmente, ato de força exercido contra as coisas, na intenção de violentá-las, devassá-las, ou delas se apossar.
 
Existem vários tipos de armas utilizadas na violência contra a mulher, como: a lesão corporal, que é a agressão física, como socos, pontapés, bofetões, entre outros; o estupro ou violência carnal, sendo todo atentado contra o pudor de pessoa de outro sexo, por meio de força física, ou grave ameaça, com a intenção de satisfazer nela desejos lascivos, ou atos de luxúria; ameaça de morte ou qualquer outro mal, feitas por gestos, palavras ou por escrito; abandono material, quando o homem, não reconhece a paternidade, obrigando assim a mulher, entrar com uma ação de investigação de paternidade, para poder receber pensão alimentícia.

Mas nem todos deixam marcas físicas, como as ofensas verbais e morais, que causam dores,que superam, a dor física. Humilhações, torturas, abandono, etc, são considerados pequenos assassinatos diários, difíceis de superar e praticamente impossíveis de prevenir, fazendo com que as mulheres percam a referencia de cidadania.


A violência contra a mulher, não esta restrita a um certo meio, não escolhendo raça, idade ou condição social. A grande diferença é que entre as pessoas de maior poder financeiro, as mulheres, acabam se calando contra a violência recebida por elas, talvez por medo, vergonha ou até mesmo por dependência financeira.

Atualmente existe a Delegacia de Defesa da Mulher, que recebe todas as queixas de violência contra as mulheres, investigando e punindo os agressores. Como em toda a Polícia Civil, o registro das ocorrências, ou seja, a queixa é feita através de um Boletim de Ocorrência, que é um documento essencialmente informativo, todas as informações sobre o ocorrido visam instruir a autoridade policial, qual a tipicidade penal e como proceder nas investigações.

Toda a mulher violentada física ou moralmente, deve ter a coragem para denunciar o agressor, pois agindo assim ela esta se protegendo contra futuras agressões, e serve como exemplo para outras mulheres, pois enquanto houver a ocultação do crime sofrido, não vamos encontrar soluções para o problema.

A população deve exigir do Governo leis severas e firmes, não adianta se iludir achando que esse é um problema sem solução. Uma vez violentada, talvez ela nunca mais volte a ser a mesma de outrora, sua vida estará margeada de medo e vergonha, sem amor próprio, deixando de ser um membro da comunidade, para viver no seu próprio mundo.

A liberdade e a justiça, são um bem que necessita de condições essenciais para que floresça, ninguém vive sozinho. A felicidade de uma pessoa esta em amar e ser amada. Devemos cultivar a vida, denunciando todos os tipos de agressões (violência) sofridas.''

(Por Renato Ribeiro Velloso - Fonte)




O objetivo principal deste 25 de Novembro é que se promova ações  que estimulem um maior compromisso social por parte dos Estados “para prevenir, punir e erradicar a violência contra mulheres e meninas eerecer plena  defesa dos direitos humanos e promoção da saúde integral”. 
 (Fonte)


Sobre a República Federativa do Brasil.

terça-feira, 15 de novembro de 2011



Hoje, 15 de novembro, uma grande parte dos brasileiros, se não todos, está extremamente feliz pelo fato de ser feriado nacional. Obviamente quem não gosta de feriadozinho no meio da semana? Ótimo pra repor as forças para agüentar os dias úteis que ainda estão, mas este não é bem o acaso.  O tema em pauta aqui é o motivo deste feriado, ou seja, a PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA. Base onde está fundamentada a democracia brasileira. 

Vamos entender melhor o fato histórico: 
''No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.''

Dessa forma, entende-se que ato da proclamação foi realmente fundamental para fazer valer o progresso de um país tão delimitado ao domínio de terceiros. Equívoco pensar que assim o Brasil se viu livre de todo e qualquer poder português ou de quem desejasse aqui instalar por mais tempo ainda, um sistema voltado completamente para o excesso de autoridade. Revoluções não acontecem de um dia para o outro, mas o primeiro passo, precisa ser dado. E foi isso que aconteceu em 15 de novembro de 1889. 

''[...] o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.
Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.''

As mudanças então começaram a surgir em escala crescente, visando um futuro melhor e mais igualitário para a população. Tal discurso pode aparentar fortes traços de utopia. Mas, acreditar que esta ação foi essencial e verdadeira, para a formação de uma nação mais justa, se faz necessário. Pois só assim, é possível nutrir uma sólida ligação com o nosso povo, com a nossa gente. Mantendo sempre, uma contante esperança de dias mais amenos. Porque afinal de contas, o povo deve ter noção de sua história, de seu passado, para conseguir entender o presente e almejar um futuro de sonhos e realizações. 




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