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Você sabe o que é Cutting?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011



Pela primeira vez, venho aqui no blog, falar de um assunto bastante sério, que anda afetando muitos jovens atualmente. Deixando um pouco de lado, todo o sentimentalismo dos meus posts anteriores, hoje o assunto é a prática do chamado Cutting. 

Você sabe o que é isso?

“… E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer…
Como se toda essa dor fosse diferente,
Ou inexistente.
Nada existe pra mim, não tente.
Você não sabe e não entende.
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito,
Clarisse sabe que a loucura está presente.
E sente a essência estranha do que é a morte.
Mas esse vazio ela conhece muito bem.
De quando em quando é um novo tratamento.
Mas o mundo continua sempre o mesmo…”

 
O post se inicia com Clarisse, música do Legião Urbana, que pode fazer com a maioria das pessoas que irão ler este post, entendam o porque da prática.

Portanto, automutilação (ou cutting) é o ato de uma pessoa se cortar ou perfurar a pele com objetos cortantes como forma de autopunição ou como forma de substituir uma dor emocional por uma dor física, mas sem a intenção de se suicidar.

Estima-se que nos Estados Unidos, pelo menos 17% da população entre 18 e 24 anos já tenham se cortado intencionalmente uma vez na vida. E mais de 70% deles repetiram o ato. 

Não se sabe ao certo o porquê da pessoa praticar isto, porém especialistas acreditam que a endorfina agindo no cérebro com uma sensação de bem-estar que diminui a ansiedade e a tristeza, tornando assim a prática do cutting um vício.

O outro lado, aposta que as pessoas que praticam têm tendência a depressão e a não saber lidar com frustrações, sentimentos e pressões muito grandes e problemas de relacionamentos abalados. Normalmente a vontade de se cortar surge da culpa, que na maioria das vezes a pessoa não sabe de onde surgiu, mas necessita então se livrar dela.

Fique bem claro para quem tem um amigo ou alguém muito próximo que faz isso, é bom saber que se afastar ou dar bronca nessas pessoas, só vai piorar a situação. A melhor coisa a fazer, é manter contato, ajudar, conversar e fazer com que a pessoa se sinta segura, e mais que isso, apoiada em parar com o vício.

 Automutilações comuns incluem cortar a pele, arranhar, queimar, arrancar ou puxar a pele ou cabelo, beliscar, bater, engolir doses sub-letais de substâncias tóxicas, bater a cabeça, enfiar agulhas ou quebrar os ossos. Os alvos usuais são os braços, pernas e dorso, áreas de fácil contato e também fáceis de serem escondidas sob a roupa.


No ano passado, Demi Lovato foi internada numa clínica de reabilitação e só saiu após 3 meses. A cantora revelou que se automutilava, sofria de distúrbios alimentares, depressão e bipolaridade. A desconfiança de que Demi praticava tal ato, começou a aparecer quando por fotos, foi possível visualizar os cortes em seus pulsos, sempre com a desculpa de que  ' pulseiras muito apertadas'  teriam causado aquilo.

Na volta de tudo, Demi então escreveu e tornou single e hino de superação, a música Skyscraper onde claramente ela canta:

''Como a fumaça se dissipa
Eu me desperto e desembaraço você de mim
Isso faria você se sentir melhor enquanto eu sangro?''

Após seu retorno, Demi demonstrou a todos os praticantes e pessoas que sofriam como ela, que podem sim superar tudo isso. Aprender a ser cada dia mais forte. Ser forte contra o vicio, ser forte e sorrir sempre verdadeiramente e com ajuda das pessoas que amam e de algum tratamento tirar toda essa 'dor' interior que infelizmente acaba sendo refletida  nos cortes pelo corpo.

Saiba que com o tempo, 
estes atos se transformam em manias, 
e qualquer coisa, é motivo para se automutilar.


Confiram um trecho da entrevista de Demi, após a reabilitação, onde ela fala sobre o ato de se cortar:


 Lembrem-se: isto não é brincadeira. É algo muito sério. Você que auto se mutila, eu sei o que você passa. Procure ajuda e se apóie naqueles que ama. 

Nunca esqueçam: ninguém precisa ser perfeito. Ninguém é.

Como a própria Demi tatuou em seus pulsos um mantra 'STAY STRONG’, digo o mesmo aos praticantes: FIQUEM FORTES!
           

Post por Tia Vick

O perigo se finge de amigo.

sábado, 19 de novembro de 2011



O problema é a ilusão.
É achar que todo mundo é amigo,
É achar que todo mundo é irmão
Contei a história da minha vida a um desconhecido,
Que triste erro.
Pois era mais um fulano sem sentido.
A gente pensa que todo mundo é confiável.
Mas vamos refletir melhor,
Nem todo mundo é tão amável.
Os atores e as atrizes da mentira,
Fazem-te acreditar facilmente
Que eles não vão se armar de ira.
É decepcionante quando a cobra se revela.
Melhor onça domada,
Do que cobra se fazendo de bela



Da série: Quando os Vícios vencem a Vida

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tema em pauta: Vícios em geral e a morte de Amy Winehouse
.
Antes de qualquer coisa, vamos ao significado de Vício segundo a Wikipédia: (do latim "vitium", que significa "falha" ou "defeito") é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. O termo também é utilizado de forma amena, muitas vezes deixando um índice de sua acepção completa.

Vícios são coisas que fazem esquecermo-nos do ponto onde termina o limite e de onde começa o exagero. Estamos todos nos conduzindo cada vez mais para uma vida tão robotizada, que procuramos suprir de alguma forma o prazer e satisfação pessoal, que não somos, mas tão capazes de sentir naturalmente. 

Apegamo-nos a coisas sem importância real de maneira altamente intensa e isso acaba por tornar-se uma válvula de escape da nossa realidade infeliz. Esta válvula, em igual tempo, é extraordinariamente perigosa e prejudicial para nós mesmos e para os que estão ao nosso redor e que nos amam. 

Procurar alternativas para amenizar a dor, o sofrimento que este tão confuso, estranho e malvado mundo nos proporcionam, não é e nunca foi um crime. O problema está em quais são essas alternativas. É preciso tomar cuidado para não transformar o que era ruim em algo pior ainda. Mas como detectar quais os tipos de vícios que podem ser considerados bons e quais devemos nos manter a quilômetros de distância? Essa separação nem sempre é realmente coerente. Cada sabe o que faz bem para si, ou pelo menos deveria saber. 

Mas essa é a verdade escancarada aos nossos olhos. Nós podemos até pensar e quem sabe ter a certeza, mas a grande maioria não tem a consciência do que faz bem e do que é realmente bom para si. E assim, estas almas fragilizadas em busca de tranquilidade e calma a qualquer custo, se vêem encurraladas numa espécie de dimensão paralela. Onde na percepção deles, os problemas do dia a dia não existem e tudo aparenta ser lindo e perfeito. Assombroso engano.

Costumamos taxar alguém como viciado quando esta pessoa realiza uma ‘‘ação’’ por repetidas vezes e isso passa a fazer parte da rotina, da vida do indivíduo de um jeito catastrófico e quase percebe que não poderá realizar a mesma, ele entra em uma desesperadora crise de abstinência.  Como se recuperar? Como ajudar? Contar com as clínicas de reabilitação é a única solução? Não. Mas é a mais rápida e quem sabe, a mais eficaz. 

Tal assunto é largamente extenso, então o blog DEScomplicando na tentativa de alertar melhor a todos sobre drogas e alcoolismo, vai trazer inúmeras informações complementares na série de textos: ‘‘Quando os Vícios vencem a Vida’’. Pois todo e qualquer conhecimento extra sobre tal problema é sempre bem vindo.
Dependência química é algo tão grave, que para os poderosos de plantão é preferível ser deixado de lado nas discussões políticas e sociais, pois não é pro lado deles que a porca torce o rabo, mas sim para as famílias dos dependentes. 

Não tomamos consciência do tamanho e da gravidade da situação até o momento em que isso chegue até nós através da morte de um parente, amigo ou até mesmo um conhecido ou quem dirá um ídolo da música. 

Partindo agora para a questão vícios e meio artísticos, a última perda sentida foi com a morte da cantora Amy Winehouse. Nossa! O quanto já se falou da morte dela né? Vocês já devem estar exaustos com tanto bafafá pra lá e pra cá, com tanta gente que só espera alguém morrer pra ter realmente pauta para o seu programa, com tantas homenagens toscas e por ai vai... 

Mas a Amy é um grande exemplo que podemos tomar para as nossas vidas, sim, é isso mesmo. Pelas fotos que a maioria faz questão de espalhar por ai com altos tons de gozação: sarcasmo e ironia é que podemos notar a que nível pode chegar a degradação do ser humano. É lógico que pelas imagens só percebemos sua degradação física, mas e a mental? Só quem sabia disso era a própria Amy e essa deveria estar mais destruída ainda. 

Particularmente falando, eu não era a típica fã de carteirinha da Amy, mas tinha e tenho total consciência do seu espetacular talento. Ela sempre me passou a imagem de uma pessoa frágil que pedia socorro, mas que todos fingiam não ouvir, pois o que queriam realmente dela  era sugar seu talento o máximo possível, sem expressar dó nem piedade pelo o que poderia estar passando.  Trágico e triste fim, procurado por ela mesma e incentivado por quem não a ajudou quando teve oportunidade. 

Amy estava só, talvez desde que a vida dela começou a seguir este rumo não esperado, ela sempre esteve sozinha.  E para encerrar este ciclo, ali estava Amy, mais uma vez sozinha e assim ela morreu.  Não posso confirmar essa teoria de solidão extrema em que a cantora vivia, mas tudo leva a crer que foi assim que as coisas transcorreram. 

Analisando as composições artísticas de Amy, é fácil notar a obsessão que a mesma tinha pelo amor e pelo constante desejo de estar sempre acompanhada.  Nunca li letras de músicas tão autobiográficas como as de Amy. Ela retrata em sua arte, a própria vida, em todos os sentidos, citando principalmente as drogas.  
A verdade clara e mais do que sincera é, ninguém pode julgar a Amy. Certo, ela se não se tornou um exemplo majestoso de pessoa, ou seja, aquelas tipos corretíssimos que se acham incapazes de cometer erros. Mas gente, quem não comete um errinho sequer não é ser humano, o que é então? Talvez um extraterrestre, porque vamos combinar que achar-se perfeito o bastante para jamais errar é sinônimo de burrice, isso sim. 


Amy era uma pessoa como qualquer outra, repleta de defeitos e qualidades não conhecidas pela maioria. Sua grande diferença, para nós ‘‘pobres mortais’’, era a fama ocasionada por seu talento inquestionável. O mundo da música se encheu de um silêncio assustador. A causa da morte dela ainda não foi confirmada pelos especialistas do caso E tudo isso está gerando uma polêmica absurda. 

É horrível o sentimento de vazio em mim, e sei que este também toma conta dos corações de milhões de pessoas, por conta da morte da Amy. E a revolta vem por saber que o que acabou com sua vida e lhe tirou o direito de buscar a felicidade através de sua maravilhosa arte de cantar foi o maldito vício.

Amy Winehouse ditou moda, com seus olhos bem marcados e puxados como os de uma felina. 
Amy inspirou cantores com sua voz forte e que se fazia presente ao entoar qualquer canção que fosse. 
Amy já podia ser considerada uma lenda antes mesmo de morrer, pois talento não lhe faltava.
Seu corpo enfim descansou, mas seu tralhado ainda será reverenciado pelas gerações futuras.

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