[SEMANA ESPECIAL DA MULHER NO DESCOMPLICANDO]: Somos mulheres e curtimos futebol sim!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Só pra se ter a ideia de que a relação mulheres x estádio nem é tão recente como muitos pensam. 

A quantas anda aquele mito de que mulher não entende de futebol? Elas, hoje, são a cada dia mais “a cara da arquibancada”, a beleza e o diferencial do estádio. E são, ainda, a delicadeza das cores que levam no rosto e a indelicadeza dos xingamentos, atentas às regras, erros, questionando-os, apontando-os.

Ah, e as tais Maria Chuteira, odeio quando as taxam disso, afinal, homens, se vocês valorizassem e assistissem mais jogos de futebol feminino, poderíamos chamá-los de José Chuteira? Acho que não, afinal, ‘só quem morreu na fogueira sabe o que é ser carvão’. Nós frequentamos o estádio por amor, sim, ao clube. O time ou jogadores que o representam são consequência, claro que de suma importância, mas consequência.

A fascinação que brilha a cada vez que entramos no estádio, a emoção de cantar o hino, exaltar o clube, a paixão pelas cores, a alegria que traz sorriso fácil e as decepções... isto é futebol. O esporte que é show, arte, inspiração e, por muitas vezes, injustiça, que a cada momento se torna mais ostentador, pelo dinheiro e pela ganância, e sim, isso nos decepciona, mas insistimos. Pois esse amor vem desde criança. Seja ele alvinegro, bicolor ou tricolor. 

E por que somos tão apaixonadas por futebol? Vai saber..
É humanamente I N E X P L I C Á V E L.





Texto escrito por Danielly Oliveira especialmente para a Semana do Dia Internacional da Mulher no blog DEScomplicando. Danielly tem 18 anos, mora em Fortaleza-CE, torce pelo Ceará Sporting Club e é estudante de Economia. 







[SEMANA ESPECIAL DA MULHER NO DESCOMPLICANDO]: Sobre Mulheres e Violência Doméstica.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Fonte: Facebook (não sei dizer a partir de qual página a imagem foi criada, mas quem souber avisa que dou os créditos).


E já começo questionando vocês, Mulheres...

O que você faria se fosse agredida (física ou verbalmente)? Como reagiria? A quem pediria socorro? Escolheria o silêncio? Suponho que vocês responderam (ou pensaram) “Ah, eu chamaria a polícia”, “Eu denunciaria claro”, “Eu mandava matar esse desgraçado”. Obviamente vocês responderam isso {risos}. Então, falar é tão fácil né? Por mais incrível e absurdo que isso possa parecer, minhas caras, a maioria das mulheres quando se encontra nessa situação omite os acontecimentos por medo de uma represália. Pois, como nós sabemos bem, nossa sociedade e nossa ‘justiça’ é patriarcal. O que nos torna reféns dessa hipocrisia e desse machismo ridículo que nos é imposto há (não sei quantos) milhares de anos atrás. E em pleno século XXI, grande parte das mulheres ainda se consideram e se portam como submissas aos homens. Pode isso, sociedade?

Quatro entre dez mulheres são ou já foram agredidas por homens (conhecidos ou desconhecidos), e o medo continua sendo o motivo principal para evitar a denúncia das agressões. E sabe o que é mais irônico nisso tudo? 91% dos homens falam que “bater em mulher é errado em qualquer situação”, parafraseando um famoso ditado: “Não faço o que digo, mas escondo que faço”. Segundos pesquisas, machismo (46%) e alcoolismo (31%) são apontados como principais fatores que contribuem para essa barbárie. Novamente venho questionar vocês, até quando deixaremos o machismo reinar sobre nós?

Queridas, nós somos o sexo forte! Nós racionalizamos, analisamos, sentimos, e executamos tudo em nossas vidas melhores que eles! Acordem! Está mais do que na hora de fazer essas cabeças pensantes e esses corações acelerados revolucionarem essa sociedade estúpida e imbecil. É o momento certo de soltarmos nossas opiniões mais ferrenhas. Para começar, assuma o controle em sua vida, em sua casa, em seus relacionamentos. Deixem de depender do homem, da sociedade, de quem for. Independência ou Morte!







Texto escrito por Cynthia Martins especialmente para a Semana do Dia Internacional da Mulher no blog DEScomplicando. Cynthia em 17 anos, mora em Pacatuba-CE e é estudante de Publicidade e Propaganda.








[SEMANA ESPECIAL DA MULHER NO DESCOMPLICANDO]: All we need is love?

terça-feira, 5 de março de 2013

Fonte: Google Imagens.
Era uma vez uma moça maravilhosa, linda e bem sucedida, mas ela não era feliz porque lhe faltava algo. Até que um dia, ela conheceu um moço simpático e bonitão, se apaixonou e enfrentou alguns conflitos, mas depois pôde viver feliz para sempre com o que antes lhe faltava: o amor desse tal Bonitão. Quantas vezes vimos essa mesma estória em personagens e cenários diferentes? Elas estão aí nas músicas que ouvimos, naqueles livros açucarados que você e eu amamos, nos filmes e séries de TV. Ué, mas eu vim aqui pra escrever sobre mulheres, certo? O amor e o ato de apaixonar-se não são exclusivamente femininos (ainda bem!), mas acontece que esse assunto afeta especialmente a nós, meninas e mulheres. Você já reparou que quase toda ficção considerada feminina gira em torno do amor e como mantê-lo ou encontrá-lo?

A estorinha da moça amada pelo Bonitão se repete nas telas e páginas criando enormes expectativas e desejos de encontrar o nosso Bonitão também. Começamos a idealizar um par amoroso desde que ganhamos nossas primeiras bonecas, sim, não queremos deixá-las órfãs de pai. Se não foi assim com você, que bom! Mas comigo foi e continua sendo até hoje. Não, eu não brinco mais com bonecas e nem acho que é necessário ser casada pra ter um filho, mas de vez em quando, me pego sonhando envelhecer ao lado de certo alguém vivendo um romance digno de conto de fadas, então eu acordo e me dou conta que a realidade é bem distinta.

Pra começar, muitas vezes o tal ser amado sequer chega. E dá-lhe amargar frustração e a sensação de que a vida está passando e você não está vivendo plenamente só porque não está namorando, ficando, saindo com alguém. De um modo geral, ainda existe uma certa inclinação a pensar que uma mulher solteira é digna de pena, é um horror essa sociedade patriarcal. Tadinha, né, nenhum homem a quis (só que não!). Todo mundo passa por uma fase em que nada acontece na vida amorosa, e a gente acaba se sentindo uma droga por estar sozinha. Mas não perca seu tempo se inferiorizando, toda cobrança pra que a mulher esteja sempre acompanhada é culpa do machismo que supervaloriza a companhia masculina. Não é que não seja legal ter um gatinho por quem suspirar, mas a gente precisa encontrar graça na vida independente de ter ou não alguém ao seu lado. É, eu vou sim cair no clichê do "você tem que se amar" porque é essencial em qualquer aspecto da sua vida. E olha, eu não sou lá nenhum exemplo de autoestima incrível, mas sei que parar de se julgar negativamente ou deixar de ficar na frente do espelho procurando defeitinho, só torna tudo mais difícil.

Mas o pior é quando a gente acaba entrando em cada relacionamento furado só pra driblar a solidão e o vazio interior. O Bonitão chega, mas a relação é totalmente diferente daquilo que tanto foi idealizado porque o modelo perfeito no qual nos inspiramos é artificial. Tem pessoa que não serve pra gente, mas quase sempre a gente só percebe isso quando o estrago já está feito e já se está bem apaixonada, então dói. Quando a gente passa por uma desilusão amorosa, a gente fica tão magoada que pensa que amar é a maior roubada, né? O lado bom disso é que quando a dor ameniza, a gente se reconstrói e encontra uma nova maneira de amar.

Nós somos mulheres reais com problemas reais e que nem sempre estão com o cabelo perfeito ou maquiagem impecável, mas cada história minha ou sua pode ser mais empolgante e emocionante que qualquer filme da Kate Hudson pelo simples fato de ser uma história real. A minha intenção ao escrever esse texto não é lhe fazer descrente do amor, até porque eu acredito nele, e muito, mas sim tentar identificar as ilusões que criamos às vezes de forma inconsciente e que tanto nos fazem sofrer ao serem comparadas com a realidade. A mágica e o encantamento não existem só na ficção, mas se apresentam de um jeito bem diferente, é preciso ter sensibilidade e observação pra captá-los. Existem tantas formas diferentes de amar, é um desperdício achar que só pode ser de um jeito. E vamos combinar que inventar o nosso próprio jeito de viver o amor é bem mais divertido que aquele modelo pré-fabricado, né? As pessoas são diferentes e amam de maneiras diferentes, encontre a sua maneira, mas antes seja feliz. :)



Texto escrito por Wanessa Bentowski especialmente para a Semana do Dia Internacional da Mulher no blog DEScomplicando. Wanessa tem 23 anos, mora em Fortaleza-CE e é estudante Letras. 








Blog DEScomplicando promove semana especial em comemoração ao Dia Internacional da Mulher!

sexta-feira, 1 de março de 2013



O mês do carnaval já se despediu com toda a alegria e purpurina (ainda usam tal termo? risos) do qual tinha direito e março já chegou dando risada e fazendo graça. Só podemos esperar o melhor de um mês que começa numa sexta-feira, não é? (mais risos). 

Comédias à parte, vim para informá-los de algo super especial que acontecerá no blog DEScomplicando nos próximos dias. Ai vocês pensam e logo indagam: ''O que a louca dessa blogueira, metida à escritora e poetisa, vai aprontar dessa vez?'' Simples, meus caros! Em razão do Dia Internacional da Mulher  na próxima sexta (apesar de que TODO DIA é dia para se festejar o prazer e a dor de ser mulher, como já bem diria Pitty em ''Comum de Dois'') estou organizando uma semana diferente por aqui. 

Convidei algumas mulheres para que escrevessem sobre as mais diversas temáticas relacionadas às próprias mulheres. Legal, não é? Não somos as lojas Marisa, mas falaremos ''De Mulher Para Mulher'' (o que não quer dizer, que os homens também não possam participar de tamanhas discussões saudáveis, é claro). 

E o objetivo maior disso é o que já está claramente explícito: É trazer o universo feminino para a frente da debate. É falar de assuntos que, costumeiramente, a grande mídia não dá o destaque necessário. Confesso ainda, que estou muito animada para que possamos, através dessa inciativa, provocar reflexões sérias nas mentes dos leitores. Quero que dê tudo certo e assim será! Estarei esperando por vocês ai nos comentários. 

Até! 










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