Existe coisa mais babaca que esse lance de amor? Não que eu esteja questionando o jeito de amar alheio, sabe... Longe disso... Mas é que existem ‘certos tipos de amor’ que se tratam da mais perfeita expressão da babaquice. É. O amor pode parecer lindo e maravilhoso ao primeiro olhar, mas isso muda e parece que muda mais perfeito do que se pode imaginar.
Sei que deixar de acreditar nesse sentimento e enfraquecer a esperança de que um dia, quem sabe, as coisas possam ser resolver, é a pior atitude que um humano pode tornar... Mas como negar o instinto? Somos puxados ao pessimismo. Nem toda corda é bamba, mas que as chances de cair são grandes... Ah, isso são sim. E quem disse que tem graça se a gente não arriscar o tombo? É perigoso, mas vale pelo prazer da adrenalina, que salta aos olhos e parece ser capaz de devorar o que aparecer pela frente.
Talvez não seja nem tanto o amor em si, mas os babacas são os que fingem que amam. Os babacas são os que iludem e que se deixam iludir. São aqueles seres, que de tão tontos, acreditam que qualquer pingo, que qualquer migalha de atenção, é amor. São tanto babacas, que para defini-los, me faltariam palavras. Não me condenem. Eu também não fujo à regra. Sou babaca assumida. Quem mais poderia insistir tanto em sofrer por esse tal de amor? Os babacas são mestres na arte da pseudo-paciência. Os babacas vivem imersos numa sensação de plenitude versus lucidez. Babacas são normais? Vez por outra ou coisa nunca.
O mundo está rodeado de babacas. São tantos que deveriam criar a ‘’Babacolândia’’. Sei que exagerei. Sei que meio que generalizei... Mas é que esse assunto tem me tirado algumas noites de sono. Enquanto pensava no quanto eu babaca por gostar de alguém tão babaca feito aquele carinha... Mas ok, tudo bem. Quem sabe uma hora a gente supera e segue em frente. E pra ser sincera, sem os babacas, esse tal de amor não teria a menor graça.