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Vai mudar, porque é preciso mudar!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

''Cada novo dia é uma nova chance para mudar sua vida.''
O blog DEScomplicando passará por algumas mudanças no que diz respeito ao seu conceito e conteúdo. Certa vez, li algo que a Paula Buzzo escreveu no perfil dela no facebook (não tenho mais o link do que foi exatamente, desculpem) e isso me fez refletir muito. Porque não adianta eu continuar me enganando e consequentemente enganando vocês.

 (essa é a hora que todo mundo começa AH, COMO ASSIM, ENGANAR HEIN?).

Deixe-me DEScomplicar: Esse blog não é para vocês. Na realidade, nunca foi. Eu quis ser outra pessoa, um tipo comum e corriqueiro de blogueira que diz que o blog dela é dos seus leitores para, assim, atrair mais leitores e fidelizar os antigos. Mas o DEScomplicando não é. Quem está por aqui, está porque gosta do que escrevo e eu agradeço, infinitamente, por isso.

(MAS, POR FAVOR, NÃO ME ABANDONEM, VOU CONTINUAR EXPLICANDO/DESCOMPLICANDO...).

Esse blog seria de vocês, se fosse sobre vocês. Mas não é. Isso aqui foi sempre sobre mim. Desde o começo. Desde sempre. Até depois do fim.

Está bem. Algumas vezes, tentei escrever e postar aqui como se fosse só mais uma adolescente querendo ter um blog na internet. Mas não deu certo, porque não me refletia de verdade. Não era eu, mas apenas mais um projeto tosco e mal produzido de alguém insistindo em ser o que não é.

O tempo me transformou. Eu me transformei no tempo. E está intragável permanecer em um espaço sem fazer a menor ideia do que estou, realmente, fazendo aqui ou (tentando) fazer. Assim, senti a desconcertante necessidade de mudar algumas coisas de lugar. Quem sabe repor umas prateleiras, transferir uma mesinha de cá para acolá, redecorar com outras cores, outros gostos, outros sabores, tirar a poeira encrostada, deixa a luz entrar, invadir e refletir.

As mudanças não acontecerão todas de uma vez, até porque a gente nunca para de mudar. Tudo será aos pouquinhos, como tiver e será, mas adianto uma baita novidade: Estou com um blog novo (de antemão: não vou abandonar o DEScomplicando por completo), experimentado o Wordpress e sendo (um pouco) subversiva e feminista por lá. Quer conferir? Clica aqui e vem subverter comigo também!

Beijos e até a próxima!

8 de março: Nós, à venda e para venda.

domingo, 16 de março de 2014


Olá, minhas leitoras e meus leitores! Então, só para avisar que este texto logo abaixo é o último da série de postagens especiais sobre 8 de março + Feminismo (expliquei como seria aqui). Ao todo foram 8 textos lindíssimos (contando com o meu texto e a minha humildade, desculpa rs), cheios de discursos que merecem ser ouvidos e que, no decorrer da semana que passou, ganharam seu devido espaço no blog DEScomplicando. Assim, só posso agradecer e agradecer mais ainda por todas as mulheres feministas que aceitaram meu convite para participar deste momento. Obrigada mesmo! Myka, Wanessa, Mariana, Graziela, Bianca, Thaís e Danny: Vocês não sabem a honra que foi, para mim, contar com a palavra de vocês por aqui. Vocês DEScomplicaram pra valer \o/
E para conferir TODOS os textos, basta clicar aqui. Beijos da Lene!
Foto: Reprodução.
Passado o oito de março tudo parece ter uma “volta ao normal”, faz-se parecer que todos os desejos de felicitações, flores, faixas e bombons foram o bastante para agradar às mulheres em “seu” dia. Foram?

Pode-se classificar como “normal” o que é aceito pelo senso comum, mas a verdade é que esse senso de normalidade é a doença do pensamento social. O 8 de março vem sendo aproveitado como algo puramente comercial, mais um dia de vender mulheres, seja na propaganda de perfume ou de chocolate, tomando como exemplo uma frase que ouvi num seminário recentemente “nós, mulheres, vendemos tudo”. Seja num anuncio de carro ou cerveja, mulheres com a beleza padronizada vendem de tudo.

 “Ah, mas falar que estão vendendo mulheres não é um exagero?” Não, não é; e eu poderia falar mais por que se vende não somente a mulher, mas vende-se um padrão que é comprado e banalmente utilizado em detrimento de milhões. Este padrão, entre outras generalidades, leva pessoas a não aceitarem a si mesmas. Este padrão leva a monstros gritando “gostosa!”, assobiando, entre outros tipos de desrespeito; e este mesmo senso monstruoso é capaz de assediar crianças e aliciá-las, é capaz de traficar seres humanos e explorá-los.

Então, digo não; faixas, flores e bombons não foram o bastante e o dia da mulher não é apenas o 8 de março, dia da mulher é dia de luta e dia de luta é todos os dias, nós não temos ou mal temos o que comemorar. Desde que o mundo é mundo, mulheres são abusadas e tratadas como seres inferiores; diariamente vendidas ou utilizadas para venda em detrimento de outras, vendidas por um padrão rotativo que muda periodicamente. Nas ruas vê-se pluralidade e a beleza usada para vender nem sempre obedece a uma estrutura diversificada. E se torna ainda mais plural em se falando das mulheres trans que sim, são mulheres como qualquer outra.

O machismo grita desrespeito e violência, chega a ser desumano, mas ainda há quem ache necessário. Então, declaro não somente o 8 de março, mas todos os dias como dia de luta. Dia de buscar direitos, não somente da mulher, mas igualdade entre todos. Por fim, se ainda permanecem dúvidas, existem feminismos diversos, mas a única ideia que reina a mim é de igualdade. Então, vamos dar as mãos e seguir a luta, pois esta é de todxs.


Por Danielly Lima de Oliveira, 19, universitária, da capital cearense, orgulhosa, exagerada e como definir uma pessoa que se arrisca pra algumas coisas, mas tem medo até de filmes de terror?
Danny tem um blog super legal chamado Mais Cafeína


8 de março: Receber essas flores hipócritas não me sensibiliza mais.


Durante a infância, os educadores da minha turma nos preparavam para o oito de março com o intuito de que confeccionássemos flores no colégio e dar de presente para as mulheres da nossa vida. Geralmente eram as responsáveis por nós. E sempre que oferecemos aquelas flores ou demais presentes em seguida dizíamos um "Feliz dia da mulher, parabéns". 

Além de nunca ter passado disso, eu não sabia que estava parabenizando vítimas de abuso e pessoas historicamente oprimidas. E quanto mais eu crescia, mais os professores de todas as minhas turmas me ensinavam que esse dia era especial e que deveríamos parabenizar as mulheres. Cresci e fui parabenizada também. Com ironia, às vezes com deboche e com alguns abraços. Mas ninguém se questionava sobre o motivo dessa data. Além de não fazer sentido ser parabenizada, isso sempre foi feito na maioria das vezes por pessoas que nunca entenderam de fato o motivo de reivindicarmos respeito o tempo inteiro. E assim eu aprendi. Assim se tornou automático até que eu aprendesse que ser mulher não me faz querer receber os parabéns.

Não quero ser parabenizada por ser vitima de um sistema que me inferioriza todos os dias. Isso não me convence que o oito de março foi feito para que eu receba flores e no dia seguinte seja desrespeitada e presencie desrespeito. Sua flor, seu presente ou suas congratulações não adiantarão NADA se você continua culpabilizando mulheres pelas agressões que elas sofrem. Se você acha que defini-las como "santinhas" ou como "rodadas" influenciaria de alguma forma no caráter delas. Não adianta me dar os parabéns se você acha que é dono do corpo que você julga como sua propriedade. Se você não entende que mulheres são donas de suas próprias escolhas ou se você ainda diz que mulheres precisam se dar o VALOR já que quem costuma fazer o contrário MERECE ser violentada.


Seus parabéns não me comovem se você acha que todas as mulheres devem engolir suas investidas porque elas não podem recusar. E se aceitarem, são promiscuas. Não servem para nada além disso, não é mesmo? Já que esse é o papel delas. 
Porque ter o direito de explorar o meu próprio corpo só existe se um homem me permitir fazer o que posso ou o que não devo. Um parabéns vindo de alguém que acha que necessito de aprovação para ser quem sou não me deixa feliz por ser mulher. 

Por isso, receber essas flores hipócritas não me sensibiliza mais.




Por Thaís Almeida, que sente que seu nome real é o seu apelido Jezabel (arrobaanacronizada), 20 anos de idade, do Rio de Janeiro-RJ, planeja uma carreira como psicóloga e nenhuma palavra definiria o suficiente alguém que está em constante desconstrução.
Texto postado originalmente no Facebook da Thais.



8 de março: Flores? Só se forem de luta, de peleja.

terça-feira, 11 de março de 2014


"FLORES?
Flores neste dia?
Só se forem de luto, de tristeza
Só se forem de luta, de peleja.

Felicitações no dia 8 de março?
Só se forem por decisão
Por resistência, pela coragem!

Sorrisos neste dia?
Só se forem de vitórias árduas
De conquistas, de liberdade!

Gritos no dia 8?
Só se forem de autoafirmação
Ou se forem de negação à dominação.

Que as celebrações deste dia sejam para brindar os ganhos
Mas sem esquecer, jamais, que ainda há muito o que se fazer e buscar.

Que os discursos deste dia sejam sinceros
Que este nojento machismo nos deixe em paz
Que o falso moralismo se consuma e desapareça.
Se desfaça e se dissolva com o puritanismo que em nada nos acrescenta,
Isso que nos é desnecessário.

Flores neste dia?
Só se forem vívidas e muito perfumadas
Só se forem de doçura, de encanto!

Gritos no dia 8?
Que sejam de libertação
De negação à exploração
De rejeição à submissão.

Que este dia sirva de espelho para todos os outros dias
Que não se confunda igualdade de gênero
Com falta de romantismo
Com falta de cavalheirismo.

Que não se confunda igualdade de direitos
Com embrutecimento do feminino.
Que este dia 8 reflita em todos os outros dias
Que a luta nos faz mais fortes
Mas não nos deixa menos belas!

Ao contrário.
Que todas e todos entendam que quanto mais luto mais floresço!
Que quanto mais suo nestas batalhas 
Mais me sinto mulher!

Canções neste dia?
Que não sejam mais de agonia ou tristeza
De amargura ou de dureza.

Que todos e todas entendam
Que a luta reafirma minha identidade
Que não é o batom ou o salto alto que me torna mais feminina
Que não é ter parceiro ou parceira, filhos ou casamento que me define mulher!

Felicitações neste dia?
Só se forem verdadeiras
Com respeito e dignidade.

Sorrisos no dia 8 de março?
Só se forem de esperança, de confiança
Só se forem acompanhados de determinação
De ideias e de ação!

Flores neste dia?
Que sejam para perfumar o caminho
Os cabelos, os sonhos, a vida!

Vermelho no dia 8?
Que não seja de sangue, que não seja de dor.
Que não seja de opressão ou segregação.

Que o vermelho neste dia
Seja de amor, de ternura, de bravura
Que seja forte, que seja de paixão!!!"


Por Bianca Ribeiro, estudante e artesã, de Fortaleza-CE. Decifra-me. 





8 de março: Não é um dia de festa.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Olá, leitores e leitoras do blog! Vim aqui para dizer que gostaria de pedir desculpas, pois ontem não foi possível postar nenhum texto do especial sobre 8 de março. Espero que compreendam. Mas hoje, prosseguiremos com essa iniciativa, que irá também continuar acontecendo no decorrer dessa semana. Obrigada pela atenção e tomara que vocês acompanhem tudinho!!! Beijos e abraços da blogueira do DEScomplicando, Lene Santos. 

Indiretas Feministas.
Para que serve o feminismo? Tem sempre alguém abordando feministas em busca desta resposta. Sempre alguém faz essa meio retoricamente, com um sorrisinho de desprezo nos lábios, geralmente cheio de privilégios, com a resposta na ponta da língua. Muita gente escreve sobre o assunto. Eu por um tempo me neguei a fazê-lo por achar que talvez o que eu tivesse pra dizer fosse já dito por muita gente. 

Pensando na condição da mulher historicamente: a opressão à mulher tem na sua base a ideia de capital. O capitalismo legitima toda e qualquer opressão através da ideologia, que é o que regulamenta com regras de conduta o que é aceitável ou não. Igreja tem grande poder nisso, todos e todas nós sabemos disso. 

Desde que nos conhecemos por gente nos deparamos com situações opressivas que só dizem respeito ao que o patriarcado chama de mulher. Meninas devem se vestir do jeito x, falar do jeito y, sentar de pernas fechadas, não podem andar com meninos nem ficar muito próximas a eles. Isso se intensifica ao longo da vida, quando então mulheres são moças, e moças devem ser respeitáveis, agirem como suas avós 
geralmente pregam, mas não o fazem, e pregam não porque se beneficiam do machismo internalizado, mas porque não contestaram essas coisas, mas porque são justamente alienadas pelo patriarcado o suficiente para fazê-lo assim. Ah, a liberdade sexual feminina e tudo o que diz respeito ao corpo feminino. Quem nunca ouviu falar que mulher que não se depila é nojenta? Quem nunca viu ninguém jorrar gordofobia como um gosto estético somente, não um doente padrão imposto pelos meios de comunicação e indústria da moda? Sabemos que crianças reproduzem esses valores, sabemos o quanto é difícil superá-los. Por isso o feminismo existe. 

O conceito de gênero dentro do patriarcado é uma coisa que me incomoda imensamente. Mulheres trans não são mulheres o suficiente porque têm pênis, mas não são homens o suficiente porque são afeminadas. Sempre esse binarismo escroto que deixa todo mundo louco em busca de encaixe, e eu tô falando de sobrevivência mesmo, de não ser agredida na rua, de conseguir arrumar um emprego pra comer e não ter que fazer o que a maioria das mulheres trans têm de fazer: se prostituir.

A prostituição é uma coisa que me deixa extremamente intrigada. Dentro do que eu entendo de mundo, não passa de estupro pago. Cultura do estupro: quem nunca ouviu ninguém dizendo que fulana merecia ter sido assassinada pelo marido/ficante/casinho porque o traiu? Ou fulana que saiu de saia curta na rua, que merecia também, porque a culpa é dela se ela “instigou” desejos masculinos, que, é claro, estão sempre em primeiro lugar. A violência machista naturalizada é um dos pilares da ideologia burguesa. 

A monogamia compulsória, junto com a heterossexualidade compulsória,  de quebra, que amassa a possibilidade das pessoas de se relacionarem como for mais agradável a elas também está aí pra nos mostrar o quanto o feminismo é necessário. Feminismo não somente diz respeito à sexualidade livre reivindicada, mas a espaços historicamente negados a nós dentro dessa sociedade que é por essência misógina. O que é misoginia mesmo? Misoginia é o ódio indiscriminado por mulheres, culpabilização das mesmas. Quem nunca ouviu que mulher é “bicho incapaz de ter relações de amizade entre si” quando na verdade essa competitividade é imposta por essa estrutura de poder já que o que sempre está no centro de tudo é o homem?

A lesbofobia em todos os lugares possíveis, com pais pedindo a suas filhas que sejam qualquer coisa, até, putas, menos lésbicas, porque isso é uma vergonha imensurável, uma lástima,  o fim da humanidade? É o falocentrismo falando alto, em que, quando a beleza e o prazer feminino não estão relacionados com uma figura masculina, são práticas condenadas, práticas que são combatidas na base da violência, seja ela psicológica ou física. Quem nunca conheceu algum caso de estupro corretivo, ou de ameaça desse tipo? A internet tá aí pra mostrar o tanto de ameaça em anônimo lésbicas recebem por serem lésbicas.

Enquanto a mulher negra for hipersexualizada, haverá motivo pra que eu me levante contra. Enquanto mulheres morrerem em abortos clandestinos porque não podem pagar por uma clínica, estarei aqui, de pescoço erguido, em busca da tão sonhada liberdade. Enquanto mulheres forem espancadas por seus pais, maridos, ficantes, seja lá o que for, eu estarei aqui demonstrando minha sororidade e minha resistência. Acredito que não estamos tão mal quanto nossas mães, porém sei que temos muito a conquistar. 

Oito de março, não é um dia de festa. É um dia de sangue.


Por Mariana Ney Prado (arrobamarilupus), 19 anos, estudante de Letras Português Francês da UFPel, de Pelotas-RS, dificuldade de entender ironias, passional, gosta de literatura e feminista, anticapitalismo sempre incluso.
Texto postado originalmente em Meninas das Colchas.




8 de março: Parabéns não, por favor!

sábado, 8 de março de 2014

Daqui.


No dia internacional da mulher, troque o parabéns pelo sinto muito. Sinto muito por você não poder andar na rua sem ouvir grosserias nojentas. Sinto muito por você não poder dirigir sem sofrer com piadas preconceituosas sobre mulheres no volante. Sinto muito pelas estatísticas de feminicídio, a maior parte causadas por ex-companheiros. Sinto muito por você todo dia ser bombardeada por padrões de beleza inalcançáveis e ainda ser denominada de fútil pela insegurança causada. Sinto muito que uma data criada pra ser um momento de reflexão virou pretexto pra vender sapatos. E, em tempo, os setores nos quais a maioria é composta por mulheres são os que pagam os salários mais baixos, mas toma aqui uma rosa pra compensar.





Por Wanessa Bentowski (arrobawanessab), 24 anos, redatora, de Fortaleza. Praticamente inofensiva.

Texto postado originalmente no perfil de Wanessa no Facebook

8 de março: Das coisas que o calendário não conta.

Durante essa semana eu gravei um vídeo sobre o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Falei ali algumas coisas mas certas pautas devem ser repetidas em todos os espaços possíveis.

Quando eu era criança, voltei muitas vezes da escola com uma flor de papel crepom e um cartão escrito FELIZ DIA DAS MULHERES com lápis cor-de-rosa. Chegava em casa e saía com meu pai pra comprar um sapato ou outra coisa que minha mãe pudesse gostar. Cresci então com a ideia de que era um dia de alegria, um dia pra eu saber como era legal ser mulher e aquelas moças que morreram carbonizadas na fábrica há muitos anos atrás significavam que eu não precisava mais me preocupar por ser menina, elas tinham sofrido pelas que viriam. Aí no início da vida adulta me deparei com o feminismo. Quando a gente tropeça na pedrinha da consciência, cai, rala o joelho e não quer remédio ardente. A gente quer é uma calçada que preste. Percebi que aquelas mulheres tinham sim um peso importante pra todas as outras que viriam: elas morreram lutando por direitos, e quantas de nós ainda morrem hoje pela falta deles? Quantas de nós morrem nas mãos de companheiros violentos, de abusadores impunes? Por vezes morremos nas nossas próprias mãos, pra ter algum alívio. Um dia em um ano. Um dia em que nos dão rosas, chocolates, presentes, elogiam nossa essência em um comercial de perfume, e esperam que nós fiquemos felizes. Um ano inteiro de padrões, cobranças, mortes, surras, racismo, lesbofobia, bifobia, misoginia, transfobia… Vítimas sendo culpadas, muita homofobia motivada pelo machismo… Um dia pra nos dar flores e nos parabenizar por algo que querem que sejamos.
Dia da Mulher não é um dia de festejar, é um dia pra se apontar a dor. Não se pode desejar ”feliz dia da mulher” pra nós se felicidade é um estado no qual raramente estamos inseridas quanto aos direitos. Não estamos felizes quando nos negam direitos reprodutivos. Não estamos felizes quando nos culpam pelos abusos. Não estamos felizes quando nos cobram corpos que mudam de acordo com a necessidade do capitalismo.  Não estamos felizes quando o tamanho da nossa saia decide se um estranho é culpado ou não por ter nos tocado sem a nossa permissão. Não estamos felizes quando mulheres que amamos são demitidas do emprego quando engravidam. Não estamos felizes quando recebemos nosso holerite. Não estamos felizes com rosas sendo compradas e entregues por mãos que nos tocam no trem lotado. Não estamos felizes com a igreja e o governo decidindo se devemos ou não ter filhos. Não estamos felizes e não vamos ficar só por receber uma rosa no dia 8 de março.
Não estamos felizes quando nossas crianças estão aprendendo na escola que dia da mulher é só pra dar parabéns pra mamãe, por lavar a louça e cuidar do papai. Ou pra dar parabéns pra irmã mais velha, por trabalhar o dia todo com saltos imensos nos pés, mesmo que ela chegue todos os dias em casa reclamando da dor, mas a empresa exige ”elegância.” O calendário te mostra o dia da comemoração, mas não te conta a história e não te atualiza do presente.  Eu estava feliz levando aquela rosa de crepom pra minha mãe por achar que ser mulher era maravilhoso. E até é, mas não nesse mundo. Não hoje.
Por Myka Poulain (arrobagatogenesio), 22 anos, estudante de Ciências Sociais. de São Paulo-SP, ativista dos maus costumes e feminista petulante.
Texto postado originalmente no blog Não MyKahlo.

Nada de comemoração, mas um dia para reafirmar a nossa luta!

Indiretas Feministas.

Caso a maioria ainda não saiba, eu me assumi como feminista no fim de 2012 e desde então, tenho percebido muita coisa que antes, meus olhos tapados pelo forte e rígido sistema patriarcal, não me permitiam enxergar, mesmo que tudo estivessem ali, bem na minha cara.

Então, o básico que aprendi desde então é que o famoso ''dia internacional das mulheres'' (hoje, 08 de março) não é bem um dia para comemorações, flores, faixas, bombons e os superficiais e hipócritas desejos de ''feliz dia das mulheres'' (principalmente, aqueles vindos de gente que produz e reproduz machismo o ano in-tei-ri-nho).  Porque não precisamos da hipocrisia de um sistema que nos oprime, nos silencia, nos estupra (em todos os sentidos impossíveis e inimagináveis) e faz de tudo para pisotear em nossa autoestima, anular nossa existência, fazendo com que nós, mulheres, acreditemos que somos inferiores aos homens, apenas por sermos: Mulheres.

POR FAVOR, NÃO CAIA NESSA CILADA! VOCÊ É IMPORTANTE!

Parabéns, presentinhos, lembrancinhas e sorrisinhos não nos bastam. Mesmo que eles jurem o contrário, não somos tolas. No fundo, sabemos que o 8 de março é mais um dia de luta contra a opressão que as mulheres sofrem desde que o mundo é mundo.

Em resumo, gostaria de dizer que o Feminismo (sim, o movimento mais odiado e não compreendido pela maioria) é a mais forte ferramenta de resistência que nós, mulheres, temos diante de todo esse caos repleto de machismo, racismo, homofobia, transfobia, lesbofobia, gordofobia, bifobia etc em que somos obrigadas a sobreviver todos os malditos dias. 

Porque o Feminismo é sobre sobrevivência. NÃO É O CONTRÁRIO DO MACHISMO. NÃO É SOBRE MULHERES QUERENDO SER MELHORES QUE OS HOMENS. Feminismo é sobre revolução. É sobre luta. Sobre os direitos das mulheres em não se sentirem desconfortáveis em seus próprios corpos.


E não sei vocês lembram, mas ano passado, o blog DEScomplicando montou um especial sobre o 8 de março (clique aqui e confira!), com textos de algumas convidados sobre temas com temática feminina. Mas como mudei minhas concepções e aprendi bastante de lá pra cá, esse ano, pensei fazer algo um pouquinho diferente e maior. (Nossa, que ousada!)

Sendo assim, convidei algumas feministas lindas e companheiras de ativismo da internet (Danny e Wanessa estarão aqui pelo 2º ano consecutivo, olha que lindeza) para escreverem a respeito de tão fatídico dia...

Ok, confesso que não me programei com antecedência, mas pretendo postar dois textos ainda hoje e os outros no decorrer da próxima semana. Todos os textos que serão postados aqui no DEScomplicando têm a sua devida importância e validade, pois nenhuma mulher merece ter seu discurso de luta silenciado. Afinal, infelizmente, isso já é tarefa do patriarcado.

Espero que acompanhem tudo que está por vir! Obrigada pela atenção ;)



A gente ''não'' pode...

sábado, 27 de julho de 2013

Quando uma imagem resume tudo... Liberte-se!
A gente não pode falar de sexo, que assusta quem pensou que a gente era bobão.
A gente não pode falar de feminismo, que feminismo ganhou face de vilão.
A gente não pode lutar contra o machismo, que machismo é o poderoso chefão.
A gente não pode falar de aborto, que ninguém entende a discussão.
A gente não pode falar de estupro, que é assunto que ninguém quer ouvir não.
A gente não pode falar de sexismo, que igualdade pra eles está na mão.
A gente não pode falar de homossexualidade, que é mais bonito fazer pose de machão.
A gente não pode falar de racismo, que cota pra respeito não tem não.
A gente não pode falar de violência contra a mulher, que só aumenta a confusão.
A gente não pode falar de religião, que a igreja tem grande voz e vez nessa nação. 
A gente não pode falar de revolução, que dizem que só tem vândalo em manifestação.
A gente não pode falar de nada, que tudo é feio, errado e soa como palavrão.

Daqui, porque a Aline arrasa!

Este poema-desabafo foi inspirado pela enorme e intensa onda de censura que sinto pairando em torno da blogosfera, redes sociais e por ai vai. Espero que esteja disposto(a) a entrar nessa baita reflexão comigo e que não esqueça de deixar a sua opinião. Ok? Abraço e até a próxima!








Enquanto isso no mundo dos babacas...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Escolhi esta imagem pela pose de superior da garota e por seu lindo corte de cabelo.
O cigarro em sua mão é mero detalhe. Que isso fique bem claro.




AVISO: AQUI VOCÊ LERÁ REPETIDAS VEZES, A PALAVRA ''BABACA''.
NÃO SE ASSUSTE, TRATA-SE APENAS DE UM ATO COMPULSÓRIO
DO PROCESSO CRIATIVO.



Existe coisa mais babaca que esse lance de amor? Não que eu esteja questionando o jeito de amar alheio, sabe... Longe disso... Mas é que existem ‘certos tipos de amor’ que se tratam da mais perfeita expressão da babaquice. É. O amor pode parecer lindo e maravilhoso ao primeiro olhar, mas isso muda e parece que muda mais perfeito do que se pode imaginar.

Sei que deixar de acreditar nesse sentimento e enfraquecer a esperança de que um dia, quem sabe, as coisas possam ser resolver, é a pior atitude que um humano pode tornar... Mas como negar o instinto? Somos puxados ao pessimismo. Nem toda corda é bamba, mas que as chances de cair são grandes... Ah, isso são sim. E quem disse que tem graça se a gente não arriscar o tombo? É perigoso, mas vale pelo prazer da adrenalina, que salta aos olhos e parece ser capaz de devorar o que aparecer pela frente.

Talvez não seja nem tanto o amor em si, mas os babacas são os que fingem que amam. Os babacas são os que iludem e que se deixam iludir. São aqueles seres, que de tão tontos, acreditam que qualquer pingo, que qualquer migalha de atenção, é amor. São tanto babacas, que para defini-los, me faltariam palavras. Não me condenem. Eu também não fujo à regra. Sou babaca assumida. Quem mais poderia insistir tanto em sofrer por esse tal de amor? Os babacas são mestres na arte da pseudo-paciência. Os babacas vivem imersos numa sensação de plenitude versus lucidez. Babacas são normais? Vez por outra ou coisa nunca.

O mundo está rodeado de babacas. São tantos que deveriam criar a ‘’Babacolândia’’. Sei que exagerei. Sei que meio que generalizei... Mas é que esse assunto tem me tirado algumas noites de sono. Enquanto pensava no quanto eu babaca por gostar de alguém tão babaca feito aquele carinha... Mas ok, tudo bem. Quem sabe uma hora a gente supera e segue em frente. E pra ser sincera, sem os babacas, esse tal de amor não teria a menor graça. 




Meus dois mundos.

domingo, 17 de junho de 2012



Vivo em dois mundos paralelos. Em duas realidades só minhas. No primeiro, sou o que bem quiser. Sou linda, sou simpática, sou popular. E pra quem duvidar, corro o risco de ser até interessante.  Mas não se engane, pois como eu já disse: vivo em dois mundos. Não pense que me conhecendo em somente um deles, estará me conhecendo por completo. Se eu mesma, que estou 24 horas por dia em minha angustiante companhia, não me conheço tão bem assim, imagine você que não sabe sequer um terço da minha aflição...

Talvez tudo não passe de uma grande (e nojenta) farsa. Por que como uma pessoa pode ser tão diferente assim? Enquanto em um dos meus mundos, posso ser quem e o que eu quiser e tiver vontade, no outro, o que me resta é encarar as circunstâncias e vestir minha fantasia de ser humano repleto de defeitos e limitações.

Não estou reclamando e eu sei que ultimamente, tenho deixado às horas passarem por mim... Essas mesmas horas, que de maneira devastadora, foram arrancando pedaços meus. Fiquei em carne viva, com as feridas expostas e vários ossos amostra. É porque não é tão fácil quanto parece. Queria eu saber equilibrar a minha existência nesses dois mundos. Pois enquanto um me serve de fuga e pseudo-ideia da realização dos meus mais incríveis sonhos, no outro, sou ‘apenas’ de verdade... Só que não é toda verdade que gostamos de propagar aos olhos alheios.


Sobre o dia dos namorados e as sociedades de consumo.

terça-feira, 12 de junho de 2012



Dia dos namorados pra mim é como um nome de uma pessoa estranha, escutado pela primeira vez. Você faz ‘cara de paisagem’ (poker face) e se pergunta se parar ‘quem é esse mesmo?’ Pois bem, é mais assim que o dia dos namorados é para mim. Mas o que esse dia? De onde ele vem? Para onde ele vai? O que ele come? (Risos)

Brincadeiras à parte, o negócio aqui é realmente sério. Como inúmeras datas que perderam seu simbolismo e atualmente não passam de algo extremamente comercial, o dia dos namorados é mais uma para completar lista. Junto, principalmente, com dias das mães e natal. Agora vem me dizer que isso é mentira ou que eu estou generalizando, que você é que estará sendo hipócrita.

A sociedade como um todo, se perde tão facilmente em um sistema doentio de consumo, que comprar presentes para o(a) amado(a) acaba se tornando algo muito mais importante do que estar ao lado do mesmo. Uma relação não se faz pela ‘’pseudo-comemoração’’ de um dia voltado exatamente para aquilo. Uma relação é uma construção de sublime intimidade, de uma união a dois. 

E não é porque durante essa época, todo tipo de mídia (em especial a tv) bombardeiam os indivíduos com propagandas melosas, induzindo-os ao consumo imediato de produtos sem relevância alguma, que precisamos sorrir abaixar a cabeça e engolir essa farsa. Nesse caso, a mídia peca pelo exagero. Lógico, eles não estão nem ai se o casalzinho está em crise ou tudo mais. Eles querem é o lucro desenfreado. E chegar a ser irônico perguntar isso, mas o que custava ser, pelo menos, um pouquinho mais natural? Porque assim não causaria tanto nojo em que percebe que todo o cenário que se faz diante do dia dos namorados, é um grande circo.

Que fique bem claro, que não estou julgando casal algum. Cada um sabe o que a data realmente significa para si. Só estou querendo enfatizar a verdade sobre esse dia. Porque não adianta ter a ilusão que será tudo flores, muito romantismo e blablabla... Será sim, a concretização do ápice das sociedades de consumo. Ou será que seu amor é medido em um dia? 

Agora que leu, comenta ai vai!
Eu expressei a MINHA OPINIÃO ;) 
Sintam-se à vontade para expressarem a de vocês também. 
Espaço aberto e democrático para discussão sadia de ideias. 



Viva ao Orgulho Nerd.

sexta-feira, 25 de maio de 2012



Desde que me entendo por gente e frequento a escola, sempre me tacharam como ‘’nerd’’. Isso talvez por minhas notas altas, por sentar na frente e por não meter em encrenca. O problema dessa denominação, é que fora usado em caráter pejorativo. Haja vista, que há uns anos atrás, o termo ‘nerd’’ é usado única e exclusivamente como ferramenta de humilhação descarada e propagação de outras atitudes e ações envolvendo intimidação, ameaças e agressões (o que ficou tão conhecido como bullying).

Confesso que na escola, nunca passei por isso. Melhor dizendo, nunca chegaram a ações extremas. Não passava daquela coisa de zoação dos coleguinhas que se acham superiores aos outros por sua popularidade e por se acharem os ‘’bambambans’’ do pedaço. Faz-me rir. Isso é algo tosco, ridículo... Mas não é sou isso quero falar neste texto.

Meu moletom lindão <3


Hoje, 25 de maio, é considerado o dia do ORGULHO NERD \o/ (ninguém repara, mas eu tomei conhecimento sobre esta data pelas redes sociais, mas isso é o de menos) O importante é que venho aqui falar um pouquinho deste mundo nerd, que é atual e moderno e que mesmo assim ainda  sofre tanto preconceitos.

Nem sei se sou uma ‘’nerd de verdade’’ porque afinal, nunca me liguei em Star Wars ou videogames (o máximo que já joguei foi Super Mário e Street Fighter, dois clássicos das antigas). Mas se vier com essa de ‘’nerd de verdade’’ estarei fortificando mais uma vez a ideia estereotipada que se tem sobre o termo em questão, e isso longe de mim.

Quero mais é que o nerd seja valorizado pelo o que realmente é e não pelo o que os outros imaginam. Quero mais é o que nerd seja respeito e que não precise se esconder por trás de uma casca, com receio das represálias que possa vir a sofrer, resumindo: o que eu quero, não passa de utopia pura, porque sabemos que enquanto houver seres que acreditam na força física como algo superior à inteligência, ninguém nunca poderá ser livre, muito menos o nerd.

Utilidade pública.
Amava muito passar horas jogando Street Fighter.
Nem o que comentar né? O clássico dos clássicos <3
A série de tv da atualidade que mais retrata o universo nerd (que eu conheço e assisto).
Uma colega da faculdade que fez pra mim  (estão parecidas comigo?)
e disse que era em homenagem ao dia do Orgulho Nerd *-*
Desenhos por  Lorena Guimarães.


''Seja legal com os CDF´s – aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.''

Sábias palavras de Bill Gates em ''O que as escolas não ensinam''.




''...Enquanto o bonitão está pegando você

O nerd está criando um software no PC

Enquanto o sarado malha na academia
O nerd está lendo as notícias do dia
Enquanto o bonitão tá na balada te chifrando

O nerd com certeza está em casa estudando

O curso superior do gostosão tá no início
E o nerd ganha em dólar no Vale do Silício...''

Os Seminovos - Escolha Já o Seu Nerd


via Letras Terra
Imagens Google Imagens e Arquivo Pessoal.






O que acharam do post? Me conta ai :P
Aproveita e deixa as sugestões de filmes, séries, jogos
e tudo que envolva esse mundo que tanto amamos <3

Beijos. 

Tirinhas e Memes da Semana: Faculdade!

sábado, 31 de março de 2012

É sábado e a ordem é descontrair. Então vamos um rir um pouco? 











Gostaram? 
Quem quiser, é só deixar sugestão de assunto 
para a tag Tirinhas e Memes da Semana!
Até a próxima! 

Mania de blogs.

terça-feira, 20 de março de 2012



Desde a hora que acessei ao Facebook no começo da tarde de terça-feira, só o que leio é ‘feliz dia do blogueiro’ e as amigas blogueiras e demais 'colegas de profissão', trocando felicitações entre si. E eu nem sequer fazia menção à esta data, mas para a mesma não passar em branco, vou indicar alguns do blogs que mais visito ok? Espero que gostem!

Wink, da Mia Sodré
Não sei como passei tanto tempo sem dar de cara com os escritos da senhorita Sodré. Sou suspeita para comentar qualquer coisa, porque mantenho completa admiração pela magnífica forma peculiar e jeito agridoce com que a Mia faz você se prender aos seus textos.

Julie de Batom, da Julie Duarte.
Outro blog super lindo de uma garota com um talento incrível para escrever e que também faz Jornalismo. Conhecia a Julie quando ela ainda tinha o Pronta Pra Crescer, então ela ’’cresceu’’ e mudou seus escritos de endereço e eu segui junto. Como deixar de ler textos tão maravilhosos?

Senhorita Liberdade, da Stella Valim
A Ste é uma fofa e mesmo ainda não nova, já possui talento invejável e uma capacidade espetacular para a escrita. Impossível não se apaixonar.

Yet Love, da Dinha Cavalcante
O blog da Dinha é outro que não poderia ficar de fora dessa minha lista. Afinal, o que tem qualidade, merece reconhecimento.
Primeira Pessoa do Singular, da Pérola Albuquerque
Blog que além de ótimos assuntos abordados, traz dicas maravilhosas sobre moda. Afinal, a dona é estudante de moda, então do assunto ela entende.



Impossível citar todos os blogs que gosto, em só post, então quem não está na listinha ai, não fique ofendido(a). Vocês também são importantes. E parabéns pelo nosso dia :) 

Você sabe o que é o Desencontro?

segunda-feira, 19 de março de 2012



Na qualidade de estudante de Comunicação Social – Jornalismo (1º semestre) e também uma grande ‘‘viciada’’ em internet, quando o assunto é MÍDIAS SOCIAIS, eu me interesso e tenho 99, 999... % de certeza de que você também. Pois bem, será disso que trataremos neste post informativo.

Confesso que desde o início do ano, muito já vi a hastag #Desencontro2012 circulando pelo twitter, mas nunca parei realmente para saber do que se tratava. Tinha uma vaga noção do que era, afinal, também não sou uma completa alienada e desatualizada. Conheci um pouco do Desencontro, na edição do ano passado, em razão de que na época, eu era meio que stalker do @pecesiqueira, então estava sempre dando uma olhada no perfil dele e até vi alguns vídeos que ele postou direto do Desencontro 2011, mas nada que me fizesse entender de verdade a grandiosidade deste evento. E foi somente neste ano, quando um dos meus colegas de faculdade postou a programação do #Desencontro2012 no grupo que temos da nossa sala no Facebook, que eu percebi o quão tal evento é incrível, perfeito e enriquecedor para o conhecimento acerca do mundo moderno.





Sobre:

O Desencontro é o maior evento de mídias sociais do Nordeste e um dos maiores do Brasil. É um evento diferente, com um caráter debochado que faz parte do humor cearense, mas também ancorado em discussões sérias e atuais. Foge ao padrão “tradicional” de eventos, pois distribui painéis discutindo diversos assuntos ligados à Internet e mídias sociais, com shows e apresentações de cunho cultural. Em 2012, será novamente realizado na cidade de Fortaleza-CE abordando temas como marketing, jornalismo, ativismo digital, moda, empreendedorismo, “fama na Internet”.
O Desencontro 2012 se transforma também numa ótima oportunidade para capacitação profissional, ao dispor de vários workshops ligados às mídias sociais. Vale também pelo network e pelo amplo conhecimento a que se tem acesso, com pessoas de todo o Brasil (e também do exterior), falando de suas experiências profissionais e pessoais.
Este ano acontecerá a segunda edição de um evento que tem como intuito executa-lo anualmente na cidade de Fortaleza-CE, para com isso demonstrar sua grande escala de vanguarda digital do Brasil, além de fomentar no Nordeste a discussão sobre temas digitais.
Além do seu objetivo de fazer com que pessoas de mesmo interesse se reúnam, ele também aproxima os usuários do universo digital e mídias sociais (Ex.: blogs, twitter, youtube, etc.).O evento terá cerca de 1.500 vagas presenciais. Na primeira edição, teve um alcance de mais de 40 milhões de pessoas “online”, além de ampla repercussão na mídia tradicional.
 Para mais informações, acesse ao site do Desencontro.



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