Sempre fiz questão de ser a queridinha, de ser a melhor, de ser a mais elogiada e essas coisas todas, que no fundo, bem lá no fundo, qualquer um anseia em ser. Mas só depois de muito tempo, é que fui perceber que não precisava de nada disso para encontrar a felicidade. Que essa aceitação doentia que eu desejei desde o início, nunca foi realmente necessária.
Preocupei-me tanto em agradar aos outros e acabei por esquecer, de realizar as minhas próprias vontades. O mal da gente é ser mesmo. É achar que a opinião alheia, sobre o que nós somos ou deixamos de ser e fazer, é mais importante do que o modo como estamos nos sentindo. Antes de tudo, sinta-se bem consigo, entenda-se por dentro, que o resto... Ah o resto vem com o tempo. E pode ter a certeza, vale à pena esperar. Pois quando esse dia chega, só ai é que você consegue entender, que os seus erros tiveram algum sentido.
Pode demorar. Você pode até, continuar insistindo exaustivamente, em seguir preceitos que foram estabelecidos por terceiros, mas um dia, sem menor aviso, você aprende que SE aceitar, é melhor atitude que poderia tomar. Isso não acontecerá acima, de forma tão mágica e sublime como estou descrevendo, foi é claro que na teoria, os acontecimentos devem conter altas doses de beleza exagerada. Mas só que na prática. Hum, é tudo bem diferente.
Você chora e se pergunta repetidas vezes, por que age assim. Mas não encontra uma resposta sequer. Porque afinal, não existem palavras tão profundas, ao ponto de lhe explicaram claramente, tal complicação existencial. Trata-se, de uma questão de aprendizado. De acordar a cada novo nascer do sol e compreender que aquele será mais um dia de luta, em que não interessam os resultados ou os adversários, mas sim, a sua opção de seguir em frente e retornar a direção do seu futuro.

