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Ela misteriosa.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Fazia pouco tempo que o sol acabava de dar o ar da graça. Ela mal havia acordado, e um tanto quanto lentamente, ia em direção a janela lateral do seu quarto. Todas as manhãs, esse ritual se repetia. Ela levantava da cama e logo desejava olhar a paisagem ao seu redor. O lugar era lindo, o clima suave. Sentia-se em casa. Em seu lugar. Aquele era o seu espaço e nada poderia mudar isso. Ela respirava pureza, e como um mar que não é possível prever a agitação das ondas, transpirava mistério. Ninguém sabia ao certo sobre seu passado e ela não fazia questão que soubessem. Tudo guardado, secreto. Quem seria capaz de relevar seus mistérios? Quem seria ousado o bastante, para adentrar nas portas do desconhecido intelecto dela? Deixa-a continuar assim. Esse eterno enigma em nossas mentes frágeis.

Nenhum pingo de Perfeição.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011


Sempre fiz questão de ser a queridinha, de ser a melhor, de ser a mais elogiada e essas coisas todas, que no fundo, bem lá no fundo, qualquer um anseia em ser. Mas só depois de muito tempo, é que fui perceber que não precisava de nada disso para encontrar a felicidade. Que essa aceitação doentia que eu desejei desde o início, nunca foi realmente necessária. 

Preocupei-me tanto em agradar aos outros e acabei por esquecer, de realizar as minhas próprias vontades. O mal da gente é ser mesmo. É achar que a opinião alheia, sobre o que nós somos ou deixamos de ser e fazer, é mais importante do que o modo como estamos nos sentindo. Antes de tudo, sinta-se bem consigo, entenda-se por dentro, que o resto... Ah o resto vem com o tempo. E pode ter a certeza, vale à pena esperar. Pois quando esse dia chega, só ai é que você consegue entender, que os seus erros tiveram algum sentido.

Pode demorar. Você pode até, continuar insistindo exaustivamente, em seguir preceitos que foram estabelecidos por terceiros, mas um dia, sem menor aviso, você aprende que SE aceitar, é melhor atitude que poderia tomar. Isso não acontecerá acima, de forma tão mágica e sublime como estou descrevendo, foi é claro que na teoria, os acontecimentos devem conter altas doses de beleza exagerada. Mas só que na prática. Hum, é tudo bem diferente. 

Você chora e se pergunta repetidas vezes, por que age assim. Mas não encontra uma resposta sequer. Porque afinal, não existem palavras tão profundas, ao ponto de lhe explicaram claramente, tal complicação existencial. Trata-se, de uma questão de aprendizado. De acordar a cada novo nascer do sol e compreender que aquele será mais um dia de luta, em que não interessam os resultados ou os adversários, mas sim, a sua opção de seguir em frente e retornar a direção do seu futuro.

Um pedido universal

domingo, 13 de fevereiro de 2011


Pedir paz em final de discurso é tão clichê. Porque ninguém mais consegue entender o real significado desse valor. Abrir a boca para falar ‘‘eu quero paz no mundo’’ é fácil, quero ver realizar atitudes que transformem esse ‘‘querer’’ em algo concreto, pois não existe uma espécie de fórmula para se construir a tão sonhada PAZ, ela apenas surge quando é verdadeiramente desejada, quando se torna o objetivo principal da nossa tão simplória existência.
Sem a paz, a harmonia com o mundo lá fora, não pode acontecer. Tudo fica sem razão. As ações se tornam as mais banais possíveis e isso não é nem um pouco ‘‘saudável’’.  Lembro de alguns versos de um poema que aprendi na minha época de Ensino Fundamental:
(...) Onde tem paz, não tem criança pedindo esmola na rua, não tem poluição escondendo a lua. (...) Paz é como colo de mãe e abraço de pai. Outro dia, quietinha num canto, olha só o que eu pensei: A PAZ É TÃO BOA, QUE DEVERIA SER LEI. ’’
Mas vamos ‘‘cair na real’’, tem tanta lei que não é obedecida com rigor, não é mesmo? Mais uma ou outra não vai mudar muita coisa. O que vale é a consciência das pessoas sobre a importância da paz.  Quando a maioria percebe que fazendo a sua parte é capaz de mudar todo o resto, tudo fica com um ar mais motivador. Precisamos de força de vontade para ‘‘fazer o bem, sem olhar a quem’’ e assim seremos distribuidores da paz por onde passarmos.
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